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Adsorção
O anexar de moléculas de uma substância líquida ou gasosa à superfície de um sólido.
Anaeróbio
Processo bioquímico na ausência de oxigénio livre.
Água Lixiviante ou Lixiviado
Efluente líquido que percorre através da massa de RSU confinada em aterro e que é resultante da água contida nos resíduos da precipitação (água da chuva) caída sobre a massa de resíduos e eventualmente da infiltração de águas subterrâneas preexistente.
Ambiente
Conjunto dos agentes físicos, químicos e biológicos e dos fatores sociais suscetíveis de um efeito direto ou indireto, imediatamente ou a prazo, sobre os organismos vivos e as atividades humanas, num determinado período.
Aterro Sanitário
Modalidade de confinamento de resíduos no solo em local especialmente preparado - impermeabilizado e com sistemas de recolha, tratamento e monitorização de efluentes líquidos e gasosos - onde os resíduos são depositados ordenadamente e cobertos com terra ou material similar.
ASMC
Aterro Sanitário de Mato da Cruz - Instalação da Valorsul, situada em Mato da Cruz, em Vila Franca de Xira, onde são depositados ordenadamente e cobertos os resíduos originários da recolha indiferenciada.
ASO
Aterro Sanitário do Oeste - Instalação da Valorsul, situada em Pero Moniz, no Cadaval, onde são depositados ordenadamente e cobertos os resíduos originários da recolha indiferenciada.
Biogás
Gás constituído, principalmente por uma mistura de metano e dióxido de carbono e proveniente da fermentação anaeróbia de resíduos orgânicos.
Biodegradável
Que pode ser destruído por ação de um processo biológico.
Caldeira
Equipamento que serve para aquecer água por aplicação de uma fonte de calor exterior com o fim de produzir água quente ou vapor.
Caldeira Tubular
Caldeira que produz vapor a alta pressão, na qual a água e o vapor circulam num sistema enquanto que a fonte quente circula em volta dos tubos.
Cartão Complexo
Material de que são feitos os pacotes de leite, sumo e vinho. O cartão complexo é constituído por finas camadas de cartão, plástico e alumínio, protegendo os líquidos da luz, das bactérias e do oxigénio.
Carvão Activado
Uma forma de carvão altamente absorvente usada para remover odores e substancias tóxicas de emissões gasosas.
Centro de Triagem
Instalação que recebe os materiais colocados nos ecopontos e os separa e trata para que as indústrias da reciclagem os possam receber.
Cinza
Resíduo inorgânico que permanece após a combustão dos resíduos pode ser do tipo detrito ou do tipo volante.
Cinzas Volantes
Matérias sólidas contidas nos fumos, nos gases residuais ou nos vapores.
Combustão
O processo de queimar algo.
Compactação
Processo mecânico que permite reduzir o volume dos resíduos através de compressão.
Compostagem ou Reciclagem Orgânica
Degradação aeróbia dos resíduos orgânicos até à sua estabilização, produzindo uma substância húmica (composto), utilizada como corretor dos solos.
Compostagem aeróbia
As bactérias que atuam durante a compostagem aeróbia necessitam de oxigénio. Por isso este processo dá-se em locais arejados.
Compostagem anaeróbia
A digestão anaeróbia acontece em locais onde não há oxigénio. Na Estação de Tratamento e Valorização Orgânica da Valorsul será utilizado este processo.
Composto
Fertilizante de solo, utilizável na agricultura ou em jardins, obtido a partir da degradação dos resíduos orgânicos.
Confinamento
Operação terminal dos sistemas de resíduos sólidos, que pode assumir as seguintes modalidades: lixeira, vazadouro controlado, aterro sanitário, armazenagem subterrânea e confinamento técnico.
Confinamento Técnico
Modalidade de confinamento caracterizada pela observância de critérios de admissão de resíduos, colocação dos mesmos em células próprias (alvéolos) e monitorização de impactes ambientais.
Crivagem
Separação mecânica de diferentes componentes dos resíduos, de acordo com a sua dimensão.
CTE
Centro de Triagem e Ecocentro do Lumiar - Instalação da Valorsul, situada no Lumiar, em Lisboa, como o próprio nome indica, que é constituída por um Centro de Triagem e por um Ecocentro. No Centro de Triagem são recebidos os materiais colocados nos ecopontos. Estes materiais, juntamente com os que são colocados diretamente no Ecocentro, são separados, tratados e enviados posteriormente para as empresas recicladoras.
CTO
Centro de Triagem do Oeste - Instalação da Valorsul, situada em Pero Moniz, no Cadaval, que é constituída por um Centro de Triagem onde são recebidos os materiais colocados nos ecopontos, que são separados, tratados e enviados posteriormente para as empresas recicladoras.
CTRSU
Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos - Instalação da Valorsul, situada em São João da Talha, em Loures, que recebe os resíduos que são colocados no caixote de lixo comum e que os queima transformando-os em energia elétrica.
DAF
Direção Administrativa e Financeira - Departamento da Valorsul, responsável por assegurar que as operações da empresa que afetem ou sejam suscetíveis de afetar a situação económica e patrimonial, numa perspetiva orçamental, contabilística, administrativa e fiscal sejam devidamente evidenciadas, registadas e otimizadas.
DAL
Direção de Aterros e Logística - Departamento da Valorsul responsável pelos Aterros Sanitários de MAto da Cruz e do Oeste, e pela Recolha Seletiva.
DASQ
Direção de Sistemas de Ambiente Segurança e Qualidade - Departamento da Valorsul, responsável por conceber, implementar e manter o Sistema de Gestão Integrada para assegurar a melhoria do seu desempenho e a obtenção/manutenção das respetivas certificações e assegurar a gestão das instalações, equipamentos e sistemas de gestão de suporte à atividade principal da empresa, de forma a assegurar o seu normal funcionamento.
DCID
Direção de Comunicação, Imagem e Documentação - Departamento da Valorsul, responsável por assegurar a comunicação e imagem externa e interna da empresa, no cumprimento de orientações da Administração e de acordo com os objetivos definidos e assegurar a gestão documental da empresa, garantindo a manutenção do acervo documental em arquivo físico e digital.
DIC
Direção de Informática e Comunicações - Departamento da Valorsul, responsável por conceber, implementar e manter os sistemas de informação e de comunicações (SIC) da Valorsul por forma a assegurar o seu normal funcionamento e evolução.
Depuração das Emissões
Eliminação de todas as substâncias nocivas provenientes dos processos industriais com o objetivo de evitar ou reduzir a emissão de poluentes para o ambiente.
DEQI
Direção de Estudos, Qualidade e Inovação - Departamento da Valorsul, responsável por apoiar os diversos centros de responsabilidade da empresa ao nível de Estudos, Monitorização e Inovação, na medida das competências da Direção e das solicitações internas (Administração e unidades operacionais) e externas.
Digestão Anaeróbia
Utilização de resíduos orgânicos como substrato para o crescimento de bactérias com a função de, na ausência de oxigénio, estabilizar os resíduos e reduzir o seu volume. As bactérias consomem o carbono dos resíduos e a sua fonte de energia e convertem-no em produtos gasosos.
Dióxido de Azoto (NO2)
O Dióxido de Azoto é um gás acastanhado, facilmente detetável pelo odor. É muito corrosivo e um forte agente oxidante. Tem origem em fontes naturais mas é também produzido pelo Homem através, sobretudo, da combustão de combustíveis fósseis, como o gasóleo.
Dióxido de Enxofre (SO2)
O dióxido de enxofre é um gás incolor e solúvel na água. A queima de combustíveis fósseis (gasóleo, por exemplo) constitui a maior fonte deste poluente.
DRH
Direção de Recursos Humanos - Departamento da Valorsul, responsável por assegurar um sistema de gestão de recursos humanos que valorize o potencial humano e que, de acordo com os princípios e valores da Valorsul, garanta o desenvolvimento dos recursos necessários ao seu funcionamento.
DRVO
Direção de Reciclagem e Valorização Orgânica - Departamento da Valorsul responsável pelos Centros de Triagem do Lumiar e Oeste, pelo Ecocentro do Lumiar e pela Estação de Tratamento de Resíduos Orgânicos.
DVE
Direção de Valorização Energética - Departamento da Valorsul responsável pela Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos e pela Subdireção de Manutenção.
Ecocentro
Área vigiada destinada à receção de resíduos para deposição seletiva, com volumes de contentorização superiores aos dos ecopontos.
Ecoponto
Conjunto de três contentores destinados à receção de papel e embalagens de cartão, embalagens de vidro e embalagens de plástico e metal para a posterior reciclagem destes materiais. Por vezes contém também um contentor para as pilhas.
Efluente
Qualquer fluido, líquido ou gasoso (podendo, por vezes, conter sólidos, descarregado no ambiente)
Embalagem
Todos e quaisquer objetos feitos de materiais de qualquer natureza utilizados para conter, proteger, transportar, manusear, entregar e informar sobre o produto que contém.
EPS - Poliestireno Expandido
Um tipo de plástico de que é feito o esferovite.
Escórias
Materiais de aspeto granular e cor cinzenta que resultam da incineração dos resíduos.
ETVO
Estação de Tratamento e Valorização Orgânica - Instalação da Valorsul, situada em São Brás, na Amadora, que recebe os restos de comida de algumas cantinas, restaurantes e mercados, e que os trata e transforma em composto orgânico.
Incineração
Processo através do qual os resíduos são queimados em fornos a temperaturas elevadas. Este processo permite a recuperação de energia.
ITVE
Instalação de Tratamento e Valorização de Escórias - Instalação da Valorsul, situada em Mato da Cruz, em Vila Franca de Xira, que recebe as escórias, ou seja, o lixo depois de queimado na Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos, e separa o metal ferroso, o não ferroso e os inertes. O metal é encaminhado para a reciclagem e os inertes podem ser utilizados na construção de estradas.
Lamas
Resíduos sólidos acumulados, provenientes de diversas categorias de água, quer húmidos, quer misturados com um elemento líquido, em consequência de processos naturais ou artificiais.
Lixeira
Modalidade indesejável de confinamento no solo, em que os resíduos são depositados de forma indiscriminada e não existe qualquer controlo posterior.
Matéria Orgânica
Matéria de origem animal, vegetal ou microbiana, viva ou morta em qualquer estado de conservação, passível de decomposição.
Metais Pesados
Elementos tais como o mercúrio, o chumbo, o selénio e o crómio, com uma massa atómica elevada. Estes elementos, cuja utilização é comum nos processos industriais, são frequentemente descarregados no ambiente. Têm efeitos tóxicos cumulativos, quando ingeridos por organismos vivos.
Monitorização
Conjunto de ações de vigilância e controlo destinado a permitir a avaliação e o acompanhamento da qualidade da gestão dos tecnossistemas.
Monstro
Resíduo volumoso e/ou pesado que não oferece condições de fácil manuseamento pelos produtores domésticos ou institucionais e, por essa razão, fica habitualmente ao cuidado dos serviços de recolha da entidade gestora (e.g. automóveis, frigoríficos, árvores).
Monóxido de Carbono (CO)
Monóxido de Carbono (CO) - O Monóxido de Carbono é um gás incolor e inodoro que resulta de combustões incompletas. Os incêndios florestais e o tráfego rodoviário são exemplos de fontes deste poluente.
Óxidos de Enxofre
Óxidos provenientes sobretudo da combustão de combustíveis fósseis que contêm enxofre. (Designado por SOx nos estudos sobre poluição).
Ozono (O3)
Gás constituído por oxigénio molecular e atómico. O Ozono existente na estratosfera tem um papel fundamental pois limita a quantidade de radiação ultravioleta que atinge a superfície terrestre. No entanto, ao nível da troposfera, (um nível mais baixo da atmosfera), o ozono pode provocar efeitos nocivos para a saúde.
Partículas Inaláveis (PI)
Existem dois tipos de partículas na atmosfera: as primárias - emitidas diretamente por fontes poluidoras - e as secundárias - que se formam na atmosfera pela condensação de gases ou como resultado de reações químicas entre outros poluentes.
PET – Politereftalato de Etileno
Uma resina plástica utilizada para fazer embalagens. (ex: garrafas de água e de refrigerantes).
PEAD – Polietileno de Alta Densidade
Um tipo de plástico, usado para fazer objetos, como embalagens de detergente.
Poder Calorífico
Calor libertado quando uma unidade de massa de uma dada substância é queimada como combustível, em condições padrão. O poder calorífico mede-se em Giga-Joules por tonelada. Representa a energia potencialmente disponível numa substância. No Reino Unido, por exemplo, o valor do poder calorífico dos RSU varia entre 5 e 10 GJ.t -1.
PVC – Ploricloreto de Vinilo
Um tipo de plástico reciclável, utilizado para produzir, por exemplo, embalagens de líquidos.
Reciclagem
Forma de valorização dos resíduos na qual se recuperam ou regeneram os matérias por forma a dar origem a novos produtos.
REEE - Equipamentos elétricos e eletrónicos
Entendem-se por este tipo de equipamentos, todos aqueles que estão dependentes de correntes eléctricas ou campos electromagnéticos para funcionar correctamente, bem como os equipamentos para geração, transferência e medição dessas correntes e campos. Como por exemplo: • equipamentos de frio e refrigeração; • fogões e microondas; • pequenos eletrodomésticos; • lâmpadas; • monitores e aparelhos de televisão.
Resíduo
(definição legal - DL 178/2006) Qualquer substância ou objecto de que o detentor se desfaz ou tem a intenção ou a obrigação de se desfazer, nomeadamente os identificados na Lista Europeia de Resíduos.
Resíduo Hospitalar
(definição legal - DL 178/2006) Resíduos resultantes de actividades médicas desenvolvidas em unidades de prestação de cuidados de saúde, em actividades de prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e investigação, relacionada com seres humanos ou animais, em farmácias, em actividades médico-legais, de ensino e em quaisquer outras que envolvam procedimentos invasivos, tais como acupunctura, piercings e tatuagens.
Resíduo Perigoso
(definição legal - DL 178/2006) Todos os resíduos que apresentem, pelo menos, uma característica de perigosidade para a saúde ou para o ambiente, nomeadamente os identificados como tal na Lista Europeia de Resíduos.
RSU
São os resíduos provenientes de habitações bem como outro resíduo que, pela sua natureza ou composição, seja semelhante ao resíduo proveniente de habitações e estejam no estado sólido.
RUB
Resíduo Urbano Biodegradável – Resíduos domésticos ou outros resíduos semelhantes, constituídos por matéria orgânica e, por isso, biodegradáveis.
Resíduo Verde
Resíduos de constituição vegetal, proveniente de jardins, parques, bosques ou similares.
SDM
Subdireção de Manutenção da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos.
Selagem
Conjunto de medidas operacionais e técnicas que é desenvolvido com o objetivo de assegurar que um antigo aterro sanitário permaneça seguro e aceitável ambientalmente até à sua completa estabilização. Por estabilização entende-se o final da atividade biológica característica dum aterro sanitário em funcionamento no seu interior e a passagem á atividade normal de solo estável.
Tratamento Químico dos Resíduos
Utilizam-se métodos de tratamento químico para completar a degradação dos resíduos nocivos em gases inócuos e, mais frequentemente, para alterar as propriedades químicas dos resíduos (por exemplo: reduzir a solubilidade da água ou neutralizar a acidez ao a alcalinidade).
Triagem
Ato de separar ou selecionar de entre um conjunto e segundo um critério.
Turbina
Equipamento no qual o movimento rotativo necessário para transmissão à árvore é gerado pela passagem a grande velocidade do fluido de trabalho sobre as pás.
Valorização ou Recuperação
(definição legal - DL 178/2006) Operação de reaproveitamento de resíduos prevista na legislação em vigor, nomeadamente: i) Utilização principal como combustível ou outros meios de produção de energia; ii) Recuperação ou regeneração de solventes; iii) Reciclagem ou recuperação de compostos orgânicos que não são utilizados como solventes, incluindo as operações de compostagem e outras transformações biológicas; iv) Reciclagem ou recuperação de metais e de ligas; v) Reciclagem ou recuperação de outras matérias inorgânicas; vi) Regeneração de ácidos ou de bases; vii) Recuperação de produtos utilizados na luta contra a poluição; viii) Recuperação de componentes de catalisadores; ix) Refinação de óleos e outras reutilizações de óleos; x) Tratamento no solo em benefício da agricultura ou para melhorar o ambiente; xi) Utilização de resíduos obtidos em virtude das operações enumeradas de i) a x); xii) Troca de resíduos com vista a submetê-los a uma das operações enumeradas de i) a xi); xiii) Acumulação de resíduos destinados a uma das operações enumeradas de i) a xii), com exclusão do armazenamento temporário, antes da recolha, no local onde esta é efectuada.
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