Deposição em Aterro

Sistema de drenagem e tratamento de lixiviados

ASMC

A drenagem dos lixiviados produzidos nas células do aterro é efetuada através de redes espinhadas de drenos que os conduzem por gravidade para uma caixa de visita exterior ao aterro e desta para um poço de bombagem, a partir do qual serão enviados para a Estação de Tratamento de Lixiviados.

Cada dreno é constituído por uma tubagem em PEAD com diâmetro 225, ranhurada e instalada a meio da camada drenante do fundo da célula.

O sistema de tratamento da Estação de Tratamento de Lixiviados (ETL) do Aterro Sanitário de Mato da Cruz (ASMC) consiste numa combinação de um tratamento biológico com um tratamento físico-químico, sendo a linha processual da estação de tratamento constituída por:

  • medição dos caudais afluentes à obra de entrada;
  • adição de ácido fosfórico e antiespumífico na obra de entrada, a montante do tratamento biológico;
  • tratamento biológico por lagoas de arejamento;
  • tratamento físico-químico por coagulação-floculação com adição de cloreto férrico e de polielectrólito (fase líquida);
  • neutralização do efluente com hidróxido de sódio;
  • decantação;
  • descarga do efluente pré-tratado para o emissário;
  • tratamento de lamas, constituído por espessamento, condicionamento com polielectrólito (fase sólida) e desidratação mecânica.

Os lixiviados provenientes das duas células de RSU (célula Vila Franca de Xira e células 1 e 2 Valorsul), da célula de Cinzas Inertizadas e da Instalação de Tratamento e Valorização de Escórias são bombados para a Estação de Tratamento de Lixiviados. No troço final das respetivas condutas elevatórias, encontram-se instalados medidores de caudal eletromagnéticos.

Os lixiviados afluem à obra de entrada, onde é adicionado ácido fosfórico para garantir as concentrações de fósforo necessárias ao bom funcionamento do tratamento biológico e antiespumífico para evitar a formação de espumas durante o tratamento. De seguida, os caudais são repartidos equitativamente para alimentar as duas lagoas de arejamento.

Nas lagoas, os microrganismos degradam a matéria orgânica presente nos lixiviados, com a ajuda do oxigénio fornecido pelas turbinas flutuantes (duas em cada lagoa).

Após esta fase, o efluente proveniente do tratamento biológico é encaminhado para o tratamento físico-químico. Neste, efetua-se a coagulação-floculação, na qual são adicionados o cloreto férrico (coagulante) e um polielectrólito (floculante). Estes reagentes vão permitir que se formem flocos de dimensão e peso suficiente, para poderem decantar no decantador. Ainda durante esta etapa é adicionado hidróxido de sódio, para neutralizar o efluente.

Após este tratamento, o efluente segue para um decantador, no qual os flocos são separados por gravidade, formando-se as lamas no fundo.

O efluente pré-tratado que sai do decantador é descarregado no coletor municipal.

As lamas do decantador são bombadas para um espessador, no qual são espessadas e, deste seguem para uma centrífuga para serem desidratadas. As lamas desidratadas são acondicionadas em sacos e conduzidas para deposição na célula de Cinzas Inertizadas.