Deposição em Aterro

Controlo Ambiental

Monitorizacao Ambiental

De acordo com o definido no Artigo 25º do Decreto-Lei nº 152/2002, de 23 de maio, durante a fase de exploração do Aterro Sanitário de Mato da Cruz (AS) é feito o acompanhamento e controlo dos assentamentos e enchimento, dos lixiviados produzidos, das águas subterrâneas, das águas superficiais e dos gases gerados.

O controlo dos assentamentos e enchimento é efetuado com apoio de levantamento aerofotogramétrico anual e controlo topográfico de terra, permitindo identificar necessidades de enchimento e modelação de taludes e da superfície das zonas que não estão em exploração, bem como corrigir pendentes de linhas de drenagem.

O controlo dos lixiviados produzidos no AS passa pela monitorização da sua quantidade e da sua qualidade. São monitorizados os lixiviados provenientes das células de deposição de RSU (célula de Vila Franca de Xira e célula 1 Valorsul), da célula de deposição de Cinzas Inertizadas e da área impermeabilizada da ITVE. O volume de lixiviados é medido em contínuo, por meio de medidores/totalizadores de caudal. Quanto à qualidade, a periodicidade de amostragem realizada corresponde à definida no diploma legal acima referido, sendo mensal, trimestral e semestral consoante os parâmetros analisados.

O controlo da qualidade das águas subterrâneas na zona de implantação do AS é realizado na rede piezométrica dentro da área do mesmo, constituída por 7 piezómetros. Estes consistem num tubo em PVC rígido, com diâmetro de 125 mm e profundidade média de 30 m. A periodicidade de amostragem cumpre o definido no diploma acima referido, sendo mensal, semestral e anual consoante os parâmetros analisados. Relativamente à zona envolvente ao AS, a Valorsul dispõe de uma caracterização das águas subterrâneas, efetuada em furos/poços de habitações particulares entre 1998 e 2001.

O controlo das águas superficiais é efetuado na ribeira Crós-Cós, linha de água mais próxima, com nascente a montante (topo oeste) do vale onde se implanta o AS, afluindo ao rio Tejo. A periodicidade de amostragem definida é trimestral aos parâmetros definidos no diploma legal acima referido.

O controlo da qualidade dos gases produzidos é realizado em todos os poços de drenagem instalados em zonas de aterro de RSU, onde se atingiram as cotas finais de enchimento, bem como nas áreas já seladas. São efetuadas medições mensais dos teores de CH4 (metano), CO2 (dióxido de carbono) e O2 (oxigénio) e o caudal conduzido a combustão é quantificado à entrada do queimador.